O plano do Banco de Brasília (BRB) apresentado ao Banco Central, nesta sexta-feira (6/2), prevê quatro opções para recomposição do capital em meio a possíveis prejuízos com os negócios feitos com o Banco Master.
As opções, conforme o Metrópoles apurou, são:
- empréstimo de consórcio de bancos;
- empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC);
- estruturação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com ativos imobiliários do Governo do Distrito Federal;
- solução de mercado com venda de ativos comprados do Master;
O documento foi entregue ao BC pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e pelo secretário de Economia do DF, Daniel Izaias. A reunião com gestores do Banco Central durou aproximadamente duas horas.
O BC determinou ao banco o provisionamento de R$ 2,6 bilhões, em janeiro deste ano. O BRB, então, estruturou o plano.
As ações previstas devem ser implementadas em 180 dias, segundo o BRB, “caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro”.
No caso dos ativos oriundos do Master que foram colocados à venda, de acordo com informações obtidas pela reportagem, há quatro players interessados nas carteiras. O BRB avalia que o pacote, que inclui imóveis e participações em empresas, pode valer até R$ 21,9 bilhões.
O presidente do BRB já declarou anteriormente que, se a venda dos ativos for efetivada, não será necessário aporte por parte do GDF, acionista controlador do banco.
O que diz o BRB
Em nota, o BRB disse que “o documento entregue pelo BRB ao órgão regulador apresenta um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas nos próximos 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro”.
“O BRB destaca que eventuais valores só serão definidos após a conclusão das investigações em andamento”, declarou.
Segundo a instituição, “o plano fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operações”. “O Banco reafirma seu compromisso com a transparência, com a proteção de clientes, investidores e parceiros, e com a adoção de todas as medidas necessárias para preservar a integridade e a continuidade de suas atividades”, pontuou.




