A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de Jaqueline Santos Ludovico, 26, após identificar que ela descumpriu medidas cautelares e deixou o Brasil. Há indícios, segundo o Judiciário, de que ela passou a viver na Espanha. A mulher é considerada foragida.
Ludovico foi condenada por homofobia contra um casal em uma padaria na capital paulista e também responde como ré por estelionato em Santa Catarina. No entanto, o caso que motivou a ordem de detenção é um atropelamento seguido de fuga.
Após o episódio, ocorrido em junho de 2024, ela chegou a ser presa preventivamente.
Sua defesa conseguiu que a mulher aguardasse o julgamento em liberdade sob o argumento de que tem filhos pequenos. Para isso, havia uma série de condições.
Entre as medidas cautelares, Ludovico deveria se apresentar mensalmente ao fórum criminal e não poderia se ausentar do estado de São Paulo por mais de oito dias sem autorização judicial. Segundo a Justiça, essas determinações não foram respeitadas.
Uma certidão de movimentos migratórios da PF (Polícia Federal) mostra que, em 9 de outubro do ano passado, a hoje foragida deixou o país pelo aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana, rumo à Espanha. Até 5 de janeiro deste ano, não havia registro de retorno ao Brasil.
Diante disso, André Rossi, vítima do atropelamento, solicitou à Justiça a retomada da prisão preventiva. O Ministério Público manifestou-se favoravelmente ao pedido. Nesta segunda-feira (19), a juíza Giovanna Christina Colares, da Vara Regional das Garantias, determinou a expedição do mandado de prisão.
Segundo a magistrada, há indícios de que Ludovico deixou o país para se estabelecer definitivamente na Espanha com o filho. Assim, argumenta, estão presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva.
Colares afirmou ainda que a medida é necessária diante da gravidade dos crimes atribuídos à ré e para evitar a reiteração de condutas criminosas.
O mandado foi expedido com urgência, e a autoridade policial recebeu prazo de cinco dias para prestar informações sobre a investigação do paradeiro da foragida.
Com Jaqueline Santos Ludovico fora do país, a PF deve ser acionada para auxiliar nas buscas. Uma das possibilidades discutidas é a inclusão do nome dela na lista de difusão da Interpol. A corporação diz que não comenta investigações em andamento.
A reportagem tenta desde esta terça-feira (20) localizar a defesa da ré, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

