Escola que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Acadêmicos de Niterói se manifestou nesta quarta-feira (18/2) após ser rebaixada do grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Em uma publicação nas redes sociais, a agremiação afirmou que “a arte não é para os covardes”.
Estreante na elite da folia carioca, a escola de Niterói contou a trajetória de Lula da infância ao retorno ao Palácio do Planalto. O enredo, batizado de “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, também trouxe alas em referência ao PT, bem como sátiras e críticas a adversários políticos do presidente.
O samba-enredo da agremiação teve referências diretas ao universo petista. A letra reproduziu um dos gritos de guerra entoados pela militância (“Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”) e mencionou, em duas passagens, o número de urna do partido.
Nesta quarta, após a apuração dos desfiles, a escola ficou na última colocação do grupo especial do Rio. A agramiação encerrou sua estreia na elite do Carnaval carioca com 264.6 pontos.
Em uma rede social, poucos minutos após o resultado, a Acadêmicos de Niterói também questionou: “Quanto vale entrar para a história?”. Confira:
A homenagem ao presidente Lula na Marquês de Sapucaí repercutiu no mundo político. Políticos e partidos de oposição se preparam para colocar o desfile carnavalesco na esfera jurídica, alegando que a apresentação pode configurar um ilícito eleitoral. Entre especialistas e advogados de siglas, a avaliação é que o tema é controverso e pode ter interpretações divergentes na Justiça Eleitoral.
Ciente da “zona cinzenta” e dos riscos atribuídos ao seu envolvimento direto no desfile, Lula seguiu orientações jurídicas. Assistiu a quase todo o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), e só apareceu na avenida uma única vez, acompanhando a passagem da escola.
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, chegou a ser anunciada como destaque do último carro alegórico, mas desistiu ainda na concentração. Em nota, Janja afirmou que a decisão foi tomada para evitar “perseguição” ao presidente.
A participação de Janja no espetáculo era um dos pontos conflitantes entre aliados de Lula. Ministros e políticos próximos aos petistas admitem, sob reserva, que receberam a desistência com “alívio”, temendo que a presença da primeira-dama fortalecesse questionamentos jurídicos.
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