Energia solar com bateria: payback cai para 2 anos - 24/02/2026 - Painel S.A.

A instalação de sistemas de armazenamento de energia integrados à geração solar pode apresentar payback de até dois anos no Brasil, tanto em estabelecimentos comerciais quanto em residenciais.

"Payback" é o tempo necessário para recuperar um investimento —quando os recursos gerados por ele são suficientes para cobrir o custo inicial.

Dados da Powersafe, fabricante de baterias, apontam queda nos custos e maior competição no mercado nacional que, segundo ela, opera no valor aproximado de R$ 2.000 kWh —o que derrubaria o "payback" para o período mínimo de dois anos e máximo de quatro anos.

O prazo anterior era de até seis anos. Isso considerado o custo de R$ 3.000/kWh (quilowatt-hora) para baterias.

A queda nos custos vem sobretudo de uma redução internacional nos preços das baterias de íon-lítio, usadas nesse tipo de sistema, de acordo com a companhia.

A procura por esse tipo de tecnologia é impulsionada pelo barateamento dela, pelo aumento das tarifas de energia no Brasil e pela procura por confiabilidade na rede elétrica, segundo a Powersafe.

Para atingir o retorno no prazo mínimo é necessário adotar alguns cuidados: foco no autoconsumo —no próprio local onde está instalado o sistema, em detrimento da venda para a rede de distribuição—, reduzir os picos de demanda de energia e mitigar os danos causados por quedas de energia.

Os consumidores que já têm geração solar nos telhados e coberturas são os mais propensos a investir em baterias, uma vez que buscam maximizar o retorno do sistema existente e reduzir a dependência da rede elétrica.

A Powersafe projeta crescimento das soluções de armazenamento neste ano, com destaque para os segmentos comercial, residencial, rural e de serviços críticos. No entanto, essa alta pode ser limitada se não houver avanço regulatório ou maior maturidade do mercado.

Energia desperdiçada

Dados compilados pela Volt Robotics indicam que o Brasil deixou de usar cerca de 20% de toda a energia solar e eólica que poderia ter sido produzida por suas usinas em 2025.

A perda é motivada principalmente pelos cortes para conter o excesso de oferta no país e equivale à geração da hidrelétrica de Belo Monte, segunda maior do país, ao longo de dez meses.

As interrupções, chamadas de curtailment, têm sido aplicadas de forma crescente nos últimos anos pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) para evitar sobretudo que a geração exceda o tamanho da demanda. A medida é necessária porque o descompasso pode causar apagões.

Energia Limpa

O corte tem sido cada vez mais necessário em meio à expansão da chamada geração distribuída, representada sobretudo por painéis solares instalados próximos ao consumo e fora do controle do ONS (em residências, por exemplo).

Como essa energia entra no sistema sem possibilidade de limitação, os cortes recaem sobre as usinas do sistema centralizado.

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