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Servidores da Abin Questionam Demora em Cobrança a Ramagem – 30/12/2025
Servidores da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) questionam como e por que só agora a agência identificou o pagamento de R$ 10 mil a mais para o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) e passou a cobrar a devolução do montante.
A suposta quantia foi paga de forma irregular em 2022, mas Ramagem foi notificado apenas na última sexta-feira (26) sobre o fato. A situação levanta questões sobre a eficiência da Abin em lidar com questões financeiras e administrativas.
Críticas à Demora na Notificação
Oficiais de inteligência criticam a demora e afirmam que ficou mais fácil aplicar uma medida pública contra Ramagem agora, quando ele foi condenado por tentativa de golpe, fugiu para os EUA, perdeu o mandato de deputado federal e não é mais servidor público. Essa mudança no status de Ramagem levanta preocupações sobre a eficácia das ações da Abin.
Notificação Oficial
A notificação foi feita por meio do Diário Oficial da União, uma vez que Ramagem encontra-se “em local incerto e não sabido”. A falta de clareza sobre a localização de Ramagem complicou ainda mais a situação, pois a cobrança precisa ser feita de forma formal e legal.
Posicionamento da Abin
Questionada, a Abin diz que pagou a Ramagem “quando da rescisão de seu contrato, cerca de R$ 10 mil a mais do que deveria”. Segundo a agência, “o Departamento de Gestão de Pessoas necessita notificá-lo para fazer tais ajustes referentes a encargos trabalhistas que necessitam ser retificados”.
Histórico do Pagamento
O pagamento feito a mais pela União remonta à passagem de Ramagem pela diretoria-geral da Abin, quando ele acumulou a comissão do cargo com o salário de delegado da Polícia Federal. Essa acumulação de cargos é uma prática que deve ser cuidadosamente monitorada para evitar erros financeiros.
Implicações da Cobrança
Funcionários da agência lembram que Ramagem deixou a Abin em março de 2022 —quase quatro anos atrás. Apesar da cobrança, também não há sindicância ou PAD (processo administrativo interno) no âmbito da corregedoria para apurar se o valor foi depositado a mais de propósito ou por erro. Essa falta de investigação pode indicar falhas nos processos internos da Abin.
Prazo para Ressarcimento
Caso não haja o ressarcimento, dizem, a Abin já terá perdido o prazo para acionar a Justiça Trabalhista, que é de dois anos. Como Ramagem foi demitido da Polícia Federal e não é mais servidor público, a Abin tampouco terá grande êxito na esfera administrativa. Essa situação pode resultar em perdas significativas para o erário público.
Resposta da Abin
A Abin não respondeu ao Painel como o problema foi identificado e por que só agora. Em nota, a agência afirmou apenas que o “Departamento de Gestão de Pessoas exauriu os mecanismos formais de cobrança” e que Ramagem deve restituir o valor ao erário. A falta de clareza nas comunicações da Abin pode gerar desconfiança e críticas por parte da sociedade.
Conclusão
A situação envolvendo a cobrança de R$ 10 mil a Alexandre Ramagem levanta questões importantes sobre a gestão administrativa e financeira da Abin. A demora na notificação e a falta de investigações adequadas podem comprometer a credibilidade da agência. É crucial que a Abin reavalie seus processos internos para evitar que situações semelhantes ocorram no futuro.

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