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Secretário-adjunto de Arujá é investigado por assassinar GCM a tiros

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Secretário-adjunto de Arujá é investigado por assassinar GCM a tiros

O secretário-adjunto de Segurança de Arujá, Uelton de Souza Almeida, é investigado pela Polícia Civil como principal suspeito pela morte do guarda-civil municipal (GCM) Nelson Caetano de Lima Neto, na véspera do Natal.

Almeida (foto em destaque) também é GCM de origem, elegeu-se vereador e estava foragido até a publicação desta reportagem. A informação foi confirmada pela Prefeitura de Arujá, em nota oficial, que afirmou que irá colaborar com as apurações. Segundo a administração municipal, ele foi afastado imediatamente.

A prefeitura informou, ainda, que a suspensão das atividades na guarda permanecerá até pronunciamento judicial sobre o caso. Em relação ao mandato de vereador exercido por ele, do qual estava licenciado, a decisão caberá à Câmara Municipal de Arujá.

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Documento do Ministério Público de São Paulo cita Uelton em inquérito por improbidade administrativa envolvendo acúmulo irregular de cargos

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O crime ocorreu na véspera do Natal e resultou na morte de um guarda civil metropolitano de Mogi das Cruzes

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A Prefeitura de Arujá informou, em nota, que afastou o secretário-adjunto do cargo e suspendeu suas funções na Guarda Civil Municipal

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Uelton de Souza Almeida, ex-secretário-adjunto de Segurança de Arujá, é investigado pela morte de um guarda civil metropolitano ocorrida na véspera do Natal

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O crime ocorreu na véspera do Natal e resultou na morte de Nelson, que trabalhava como guarda civil em Mogi das Cruzes. Almeida é investigado como autor dos disparos, como consta em registros da Polícia Civil, cujo teor foi confirmado ao Metrópoles pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Uma fonte que acompanha a investigação afirmou, em condição de sigilo, que Almeida teria discutido com a ex-companheira, que atualmente namorava a vítima. O GCM presenciou a discussão mas teria optado por não se envolver.

“Quando ele [vítima] resolveu ir embora, para deixar o Uelton falar com a ex, foi surpreendido pelos disparos”.

A mesma fonte acrescentou que, até o início da tarde desta quinta-feira (25/12), Almeida negociava, por meio de seu advogado, para se entregar à Polícia Civil. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dele. O espaço segue aberto para manifestações.

Citação anterior no Ministério Público

Além da investigação criminal, Uelton de Souza Almeida também foi citado em procedimento do Ministério Público de São Paulo (MPSP) por suspeita de improbidade administrativa. O caso foi apurado por meio de um inquérito civil instaurado pela 1ª Promotoria de Justiça de Arujá.

De acordo com o MPSP, entre os anos de 2021 e 2024, Almeida acumulou de forma irregular o cargo de Guarda Civil Municipal com o mandato eletivo de vereador, participando de sessões extraordinárias da Câmara Municipal de Arujá em horários incompatíveis com o expediente na GCM. A investigação apontou que ele teria recebido remuneração como guarda municipal sem a efetiva prestação do serviço.

Relatórios anexados ao procedimento identificaram, ao longo dos quatro anos analisados, dezenas de sessões com sobreposição de horários de jornadas de trabalho. O prejuízo ao erário municipal foi calculado pela Prefeitura de Arujá em R$ 2.913,35, valor atualizado com juros.

Durante a tramitação do inquérito, obtido pelo Metrópoles, Almeida confessou formalmente a prática do ato e firmou um acordo de não persecução cível com a Promotoria.

Pelo acordo, ele se comprometeu a ressarcir integralmente o dano aos cofres públicos e a pagar multa civil no mesmo valor, totalizando R$ 5.826,70. O acordo foi homologado pelo Conselho Superior do Ministério Público, resultando no arquivamento do inquérito civil.

Conclusão

A investigação do secretário-adjunto de Arujá, Uelton de Souza Almeida, levanta questões sérias sobre a conduta de agentes públicos e a responsabilidade que eles têm perante a sociedade. A morte do guarda civil municipal Nelson Caetano de Lima Neto é um trágico exemplo das consequências que podem surgir de conflitos pessoais e abusos de poder. A sociedade aguarda respostas e justiça em relação a este caso, que não apenas afeta as famílias envolvidas, mas também a confiança da população nas instituições de segurança pública.

Para mais informações sobre casos de violência e segurança pública, acesse a reportagem sobre o cotidiano de Arujá.

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Samoel A Souza

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