A correria do dia a dia, marcada por longos períodos fora de casa, estresse constante e excesso de estímulos, tem reflexos que vão além da saúde humana. Cães e gatos também sentem os impactos dessa rotina e podem desenvolver sinais de desequilíbrio emocional ligados diretamente aos hábitos dos tutores. Durante o Janeiro Branco, campanha voltada à conscientização sobre saúde mental, o debate se amplia para incluir o bem-estar emocional dos animais de estimação.
Segundo a zootecnista Katiani Venturini, cães e gatos são altamente sensíveis ao clima emocional do lar. “Os pets funcionam como verdadeiros indicadores do ambiente. Mudanças repentinas na rotina, ausência prolongada dos tutores, ansiedade dentro de casa e até o uso excessivo de telas acabam refletindo diretamente no comportamento dos animais”, explica.
Entre os sinais mais observados estão latidos ou miados excessivos, comportamentos destrutivos, lambedura compulsiva, apatia, agressividade e alterações no apetite. De acordo com a especialista da Special Dog Company, essas manifestações costumam ser mal interpretadas.
“Muitos tutores associam esses comportamentos à desobediência ou ‘birra’, quando, na verdade, são respostas emocionais a um ambiente instável”, alerta.
A previsibilidade da rotina é apontada como um dos principais fatores de proteção para a saúde emocional dos pets. Estabelecer horários regulares para alimentação, passeios, momentos de brincadeira e descanso contribui para reduzir a ansiedade, especialmente no caso dos cães.
Já para os gatos, a organização do espaço faz toda a diferença. O chamado enriquecimento ambiental — com prateleiras, arranhadores e brinquedos interativos — permite que o animal expresse comportamentos naturais e se sinta mais seguro dentro de casa. “Um ambiente bem planejado ajuda o felino a lidar melhor com o estresse”, orienta Katiani.
A alimentação também tem papel fundamental nesse equilíbrio. Dietas de alta qualidade nutricional favorecem a saciedade, o bom funcionamento do organismo e o bem-estar geral. “Animais bem nutridos respondem melhor aos estímulos do ambiente e enfrentam situações estressantes com mais facilidade”, afirma a zootecnista.
Outro ponto destacado é a importância da socialização gradual e positiva, tanto com pessoas quanto com outros animais. Esse processo fortalece a confiança do pet e contribui para que ele enfrente novas experiências de forma mais tranquila.
“O Janeiro Branco nos convida a refletir sobre como nossas escolhas e nosso estilo de vida impactam diretamente a vida dos animais que dependem de nós”, conclui Katiani Venturini.
Diante de sinais persistentes de estresse ou ansiedade, a recomendação é buscar a orientação de um médico-veterinário ou especialista em comportamento animal para avaliação e acompanhamento adequados.
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