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Louvre: Coroa danificado após roubo será restaurada – 04/02/2026 – Ilustrada


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A coroa da imperatriz Eugênia, danificada durante o roubo do Louvre ocorrido em 19 de outubro do ano passado, poderá ser restaurada de forma idêntica “sem recorrer à reconstituição ou restituição”, anunciou o museu em um comunicado na quarta-feira.

A coroa, que os ladrões deixaram cair durante a fuga, sofreu “um esmagamento e ficou muito sensivelmente deformada”, indica o museu, acrescentando que a joia, no entanto, “conservou sua quase integridade, permitindo sua restauração completa”.

A peça que pertenceu à mulher de Napoleão 3º, é composta por 1.354 diamantes e 56 esmeraldas. Ela foi desenhada em 1855 por Alexandre-Gabriel Lemonnier, joalheiro da Coroa nomeado por Napoleão 2º, e exibida pela primeira vez na Exposição Universal de Paris, evento por meio do qual o imperador buscava reafirmar o prestígio da França diante das potências europeias.

Ainda em outubro, quando a peça foi recuperada —a única até agora, de um conjunto de oito, avaliadas em R$ 550 milhões—, já havia a avaliação de que seria possível seguir com o restauro.

“As avaliações iniciais sugerem que uma delicada restauração é possível”, afirmou Laurence des Cars, diretora do Louvre, na ocasião. Des Cars explicou que a peça provavelmente não foi danificada pela queda, mas sim quando os ladrões tentaram retirá-la à força por uma abertura estreita demais da sua vitrine. “Foi esmagada ao ser extraída da vitrine”, detalhou.

A estrutura da coroa segue o modelo tradicional das joias imperiais, inspirada nas armas do Primeiro Império. Oito arcos em forma de águia, moldados em ouro cinzelado, sustentam palmetas incrustadas de diamantes, com uma pedra maior no centro de cada uma.

Cada palmeta é ladeada por duas esmeraldas —56 no conjunto. No topo, um globo de diamantes é realçado por um círculo e um semicírculo formados por 32 esmeraldas e encimado por uma cruz composta por seis brilhantes.



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