Litoral Norte de SP Tem Menos Praias Próprias para Banho – 22/12/2025
O badalado litoral norte de São Paulo, composto por Ilhabela, São Sebastião, Ubatuba e Caraguatatuba, registrou uma queda no número de praias próprias para banho em comparação com o período anterior. Este cenário foi revelado em um levantamento realizado pela CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), que monitora a qualidade das águas na região.
Resultados do Monitoramento de Balneabilidade
Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, apenas 37 dos 99 pontos monitorados na região estiveram próprios para banho em todas as coletas realizadas. Este número representa uma queda em relação ao ano anterior, quando 43 praias estavam em condições adequadas para os banhistas.
Desde o início do levantamento anual feito pela Folha, em 2016, o ano de 2017 foi o melhor, com 57 praias do litoral norte consideradas boas durante todo o ano. Em contraste, a quantidade de praias classificadas como regulares, ruins e péssimas aumentou, refletindo uma deterioração na qualidade da água.
Impactos por Município
Ubatuba
Ubatuba, que historicamente possui o maior número de praias monitoradas, viu uma queda significativa no número de praias boas, que passaram de 21 para 14. Essa mudança é atribuída ao fato de que algumas praias, que antes eram monitoradas mensalmente, voltaram a ter medições semanais, resultando em uma classificação inferior.
São Sebastião
Em São Sebastião, 16 praias mantiveram a classificação de boas, enquanto as regulares caíram de 11 para 7. O aumento no número de praias ruins, que subiu de 2 para 7, é uma preocupação para os moradores e turistas que visitam a região.
Ilhabela e Caraguatatuba
Ilhabela apresentou uma leve melhora, com 3 praias classificadas como boas, enquanto Caraguatatuba manteve 4 praias boas, mas também viu um aumento nas classificações ruins e péssimas.
Classificação das Praias
Para que uma praia seja considerada boa, ela deve estar própria para banho em 100% das medições. As classificações são as seguintes:
- Boa: 100% das medições próprias.
- Regular: até 25% das medições impróprias.
- Ruim: entre 26% e 50% das medições impróprias.
- Péssima: mais de 50% das medições impróprias.
Riscos da Água Imprópria
Nadar em áreas consideradas impróprias para banho pode provocar problemas de saúde, principalmente doenças gastrointestinais e de pele, como micoses. Além disso, a presença de lixo na areia e desastres ambientais podem agravar a situação.
Especialistas recomendam que os banhistas evitem entrar na água quando ela estiver imprópria, especialmente após chuvas intensas, e que não se banhem em locais onde há deságue de esgoto.
Conclusão
A diminuição do número de praias próprias para banho no litoral norte de São Paulo é um alerta para a necessidade de monitoramento constante e ações efetivas de preservação ambiental. A qualidade da água é essencial não apenas para a saúde dos banhistas, mas também para a manutenção da biodiversidade local e a qualidade de vida das comunidades que dependem do turismo. Para mais informações sobre a situação das praias, acesse este link.