A Enel fechou nesta semana o resultado da chamada pública de seu programa de eficiência energética. Sob críticas do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a concessionária de energia elétrica que atende 24 municípios da região metropolitana de São Paulo investirá R$ 71,2 milhões na modernização da rede em órgãos públicos e conjuntos habitacionais —valor 20% maior do que a empresa programava.
Falhas recentes da Enel na distribuição de energia e a demora no restabelecimento colocaram a empresa no centro de críticas e levaram até mesmo a um alinhamento de campos opostos da política, uma vez que até o presidente Lula criticou a companhia.
A Aneel, agência federal de regulação do setor elétrico, analisa um processo sobre a responsabilidade da Enel nos apagões em 2024 e 2025, deixando a empresa sob risco de caducidade do contrato.
Com o programa de eficiência energética deste ano, a Enel prevê gastar R$ 51,4 milhões somente com órgãos e serviços públicos em São Paulo. Segundo a concessionária, esse valor atenderá 25 projetos.
Estão nesse grupo órgãos como o Hospital das Clínicas (R$ 4 milhões), o Tribunal de Contas do Estado (R$ 4,1 milhões), os Correios (R$ 3,9 milhões), a Unifesp (R$ 2 milhões) e o Autódromo de Interlagos (R$ 1,6 milhão).
Há também projetos em outros hospitais como o Vila Santa Catarina, o Geral de Pedreira, a Casa de Saúde Santa Marcelina e o A.C. Camargo.
Criado pela Aneel, o programa de eficiência energética é voltado a entidades e órgãos públicos interessados em apresentar projetos para troca de equipamentos por modelos mais eficientes, modernização de sistemas e instalação de sistemas fotovoltaicos, entre outras melhorias. Os projetos passam por uma avaliação e seleção prévia.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

