Amazon demite cerca de 16 mil funcionários
A decisão da Amazon de demitir 16 mil funcionários na quarta-feira (28) também afetou funcionários no Brasil. Procurada pelo g1, a empresa não revelou quantos foram desligados no país.
A reportagem conversou com um profissional que foi demitido e disse conhecer outras que também tiveram que deixar a empresa.
“É assustador. A gente nunca espera que vá acontecer com a gente, ainda mais por estar sendo bem avaliado. Quando acontece, não tem para onde correr”, disse, em condição de anonimato.
Esta foi a segunda rodada de demissões na Amazon desde outubro, quando dispensou outros 14 mil empregados. Ao todo, 10% dos funcionários do setor corporativo da empresa foram atingidos, segundo a Reuters.
Considerando todas as áreas, como centros de distribuição, a companhia soma cerca de 1,5 milhão de usuários em todo o mundo, de acordo com a agência.
Rumores sobre a nova rodada de desligamentos começaram na sexta-feira (23), o que fez funcionários ficaram em estado de espera.
“Estava um silêncio muito suspeito desde segunda-feira. A empresa inteira estava naquela tensão, desconfiando de que alguma onda fosse passar”, afirmou o profissional.
No dia dos desligamentos, a empresa lhe enviou um convite para uma reunião por vídeo com o setor de Recursos Humanos. Segundo ele, a conversa foi respeitosa, mas direto ao ponto.
Ele disse ter sido informado de que seu desempenho não afetou a decisão, tomada somente porque seu cargo não era mais necessário. A empresa ofereceu 40 minutos para ele remover arquivos pessoais do notebook corporativo.
“A justificativa que nos foi passada é que se trata de uma tentativa de eliminar níveis, eliminar burocracia, deixar a organização mais enxuta”, disse.
Esta foi também foi a explicação oficial da Amazon, que chegou a antecipar por engano o comunicado de demissão para funcionários da Amazon Web Services, sua divisão de computação em nuvem.
“Como compartilhei em outubro, temos trabalhado para fortalecer nossa organização reduzindo camadas, aumentando a propriedade e eliminando a burocracia”, disse em comunicado Beth Galetti, vice-presidente de experiência de pessoas e tecnologia da Amazon.
O profissional disse ter presenciado demissões em larga escala em outras empresas e lamentou que esta seja uma medida normalizada no setor de tecnologia.
“Não acho normal impactar a vida de uma quantidade gigante de funcionários por uma otimização quando os resultados da empresa no último trimestre foram bons”, disse. “Empresas desse porte tratam o funcionário como número, e isso é sempre cruel”.
Impacto da IA
Em junho de 2025, o CEO da Amazon, Andy Jassy, projetou que, devido à adoção de inteligência artificial, a companhia precisaria de menos pessoas nas tarefas atuais e mais pessoas em outros tipos de trabalho.
“Nos próximos anos, esperamos que isso reduza o número total de funcionários da empresa, à medida que obtivermos ganhos de eficiência com o uso extensivo de IA em toda a organização”, afirmou.
O ex-funcionário disse que a empresa estimula suas equipes a adotarem IA em suas tarefas, mas que não vê esta como a causa para as demissões.
“A gente obviamente estava usando IA, mas eu não acho que é isso. Acho que é mais uma relação de enxugar custos e entregar valor ao acionista”, avaliou.
A Amazon vai divulgar seu balanço para o quarto trimestre de 2025 na próxima quinta-feira (5). No terceiro trimestre, o faturamento da empresa cresceu 13%, enquanto o lucro permaneceu estável.
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