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Caso Havaianas no mundo: ‘paranoia’ e ‘inimigo da direita’ – 26/12/2025 – Economia

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Caso Havaianas no mundo: ‘paranoia’ e ‘inimigo da direita’ – 26/12/2025

O boicote impulsionado por políticos da direita e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro a produtos da Havaianas ganhou destaque em jornais estrangeiros como o norte-americano The New York Times, o inglês The Guardian, o espanhol El País e o francês Le Monde.

O Boicote e suas Implicações

As Havaianas, um ícone nacional, foram alvo de um boicote após o lançamento de um comercial com a atriz Fernanda Torres, que sugere que o público não deve entrar no ano novo “com o pé direito”, mas “com os dois pés”. Este comercial gerou uma onda de reações, principalmente entre os apoiadores de Bolsonaro, que interpretaram a mensagem como uma provocação política.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi um dos principais defensores do boicote, afirmando que a frase do comercial era uma indireta para que eleitores não votassem em partidos da direita nas eleições de 2026. Para muitos bolsonaristas, a ideia de “desistir do ‘pé direito’” simbolizava uma clara alusão ao campo conservador.

A Reação da Mídia Internacional

O The New York Times destacou que a polêmica “inflamou as divisões políticas latentes no Brasil”, enquanto o The Guardian mencionou que a marca Havaianas se tornou um novo alvo de cancelamento. O jornal francês Le Monde também abordou a origem da expressão “começar o ano com pé direito”, que é um desejo popular de boa sorte.

Impacto Econômico e Reações do Mercado

Os jornais informaram sobre uma queda de 2,4% nas ações da Alpargatas, empresa mãe das Havaianas, em resposta ao boicote. No entanto, no dia seguinte, as ações se recuperaram, subindo 4,46%, mostrando a resiliência da marca mesmo em tempos de crise.

A Cultura do Cancelamento e Memes

O boicote também gerou uma série de memes e reações nas redes sociais, com eleitores de esquerda incentivando doações de chinelos e brincadeiras sobre a troca das Havaianas por tornozeleiras eletrônicas, em referência a Jair Bolsonaro. Essa cultura do cancelamento, que se espalhou rapidamente, reflete a polarização política atual no Brasil.

Conclusão

O caso Havaianas é um exemplo claro de como a publicidade pode se entrelaçar com a política, especialmente em um país tão polarizado como o Brasil. A marca, que sempre foi vista como um símbolo de descontração e cultura brasileira, agora se vê no centro de um debate político acirrado. O futuro das Havaianas, assim como de muitas marcas, pode depender de como elas navegam nesse novo cenário de cancelamento e polarização. Para mais informações sobre a economia brasileira e suas nuances, confira nosso artigo sobre o caso das Havaianas.



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Samoel A Souza

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