O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), deve pedir ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), nesta segunda-feira (2/2), a prorrogação dos trabalhos do colegiado. O encontro entre os dois está combinado. A fraude foi revelada pelo Metrópoles.
A ideia é de que a CPMI do INSS, instaurada em agosto de 2025, seja prorrogada por mais 60 dias, especialmente para a realização de novas oitivas. Caso Alcolumbre atenda o pedido de Viana, o prazo pode se estender até o fim de março.
A CPMI espera ouvir o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, entre outras figuras supostamente envolvidas no escândalo conhecido como Farra do INSS.
O objetivo é investigar descontos indevidos em benefícios de segurados do INSS. O pedido de criação da CPMI foi apresentado em 12 de maio pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT).
Viana pediu, na semana passada, ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, seja “obrigado” a comparecer à Comissão para prestar depoimento.
No documento encaminhado ao ministro em 29/1, o parlamentar alega que “o depoimento do Sr. Vorcaro, como testemunha, é de grande relevo para o Colegiado, uma vez que, na condição de presidente da instituição financeira e sob este ponto de vista, poderá esclarecer quanto à contratação dos empréstimos, montantes”.
O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
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