A Airbus anunciou que pretende entregar uma versão conceitual de seu avião de carga A400M, chamado de “nave-mãe”, até 2029, após desenvolvê-lo com um cliente europeu para usar a aeronave na implantação de drones e armas de ataque profundo.
O avião utilizará um sistema modular roll-on, roll-off para carregar os drones na aeronave, afirmou o chefe do programa A400M, Gerd Weber, durante o Singapore Airshow, feira de aviação realizada em SIngapura, nesta quarta-feira (4). Um modelo de tamanho médio da “nave-mãe” poderá transportar até 50 drones, afirmou Weber.
“Podemos implantar como um enxame”, comentou o executivo. “Isso vai oferecer uma capacidade de ataque profundo que ainda não vimos até agora.”
Ele se recusou a divulgar quem será o parceiro no desenvolvimento do equipamento, mas mencionou que é alguém envolvido em versões anteriores do turboélice de quatro motores. Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo, Espanha, Turquia e Reino Unido são clientes do A400M.
Os EUA experimentaram capacidades semelhantes, implantando armas na parte traseira de aeronaves como o C-130 com o programa Rapid Dragon.
Os chineses também têm explorado o conceito de “nave-mãe”. Em dezembro, a China realizou o voo inaugural do que é considerado o maior drone nave-mãe do mundo, Jiutian, que foi apresentado ao público em um show aéreo em Zhuhai em 2024.
Seu compartimento de carga pode transportar mais de 100 pequenos drones projetados para lançamento em enxames para sobrecarregar as defesas aéreas inimigas. Seu tamanho, no entanto, poderia reduzir sua furtividade em combate, segundo especialistas em armamentos.
O Jiutian é produzido pela estatal Xi’an Chida Aircraft Parts Manufacturing Co.