Em “Relooted”, novo videogame sul-africano, o jogador tem como objetivo assaltar museus ocidentais para recuperar obras e artefatos africanos e devolve-los a seus países de origem.
A narrativa mistura grandes assaltos recentes a museus, como foi o caso do saque cinematográfico do Louvre no ano passado, ao debate sobre repatriação de itens que tem tomado o mundo da arte.
No jogo, a equipe de assaltantes é formada por um professor aposentado e um jovem especialista em tecnologias de seguança. Para cumprir o objetivo de cada missão é necessário passar por sensores de movimento, alarmes e portas reforçadas sem ser percebido.
Ao jornal americano The New York Times, Ben Myres, diretor e cofundador do estúdio sul-africano Nyamakop, responsável por “Relooted”, disse que o videogame não pretende dar respostas definitivas sobre a devolução de obras, mas provocar reflexão sobre o tema. “Queremos que cada jogador tire suas próprias conclusões”, afirmou Myres.
Os itens furtados no jogo são reais, mas as instituições que os guardam não são identificadas. Nos próximos dias, Myres e a diretora de narrativa do jogo, Mohale Mashigo, participarão de um debate no Museu Fowler da Universidade da Califórnia em Los Angeles com a curadora Erica P. Jones, responsável pela repatriação, em 2024, de sete artefatos do reino Ashanti à Gana.

