O Parlamento Europeu apoiou a emissão de um euro digital online e offline —rompendo com a proposta do principal legislador sobre o tema de criar apenas a última versão.
Os legisladores aprovaram na terça-feira (10) uma emenda defendendo ambas as versões da moeda digital —conforme defendido pelo Banco Central Europeu. Isso torna esse resultado mais provável antes das discussões cruciais na Comissão de Assuntos Econômicos e Monetários.
O BCE quer um euro digital para reduzir a dependência europeia de empresas de pagamento americanas como Visa e Mastercard, em meio ao azedamento das relações transatlânticas. Mas ainda aguarda o arcabouço legal necessário para sustentar o projeto, com o Parlamento Europeu ainda finalizando sua posição após os Estados-membros terem feito isso em dezembro.
O relator do Parlamento, Fernando Navarrete, publicou seu relatório em outubro, defendendo uma variante offline sem uma contraparte online, a menos que o setor privado não consiga desenvolver sua própria solução.
Uma votação sobre sua proposta na comissão ECON é esperada para o início de maio, com autoridades do BCE lideradas pelo membro do Conselho Executivo Piero Cipollone se opondo. Ele afirmou que as funcionalidades duplas se complementariam, tornando a moeda digital mais semelhante ao dinheiro em espécie.
Caso os governos nacionais e o parlamento cheguem a um acordo no próximo ano, o BCE poderá iniciar uma fase piloto em 2027 antes de um possível lançamento em 2029.

