O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico, confirma que a exoneração de ao menos 14 pessoas ligadas ao seu antecessor, Guilherme Derrite, partiu de escolhas do novo número 2 da pasta, o coronel Henguel Ricardo Pereira.
Desafeto de Derrite, Henguel era secretário-chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil, dando expediente no Palácio dos Bandeirantes. Ele foi nomeado para a pasta da Segurança por Tarcísio de Freitas com a missão de expurar os aliados do antigo secretário, que vivia processo de desgaste com o governador.
Nico, que era o secretário-executivo de Derrite, afirma que as demissões são algo natural e rejeitou qualquer embaraço com o antecessor.
“É uma coisa normal, sempre as pessoas que chegam trazem outra turma. Quando o Derrite assumiu, trouxe a turma dele. E o Henguel trouxe as pessoas de confiança dele”, afirmou.
Ele deu como exemplo trocas feitas por Derrite ao assumir a pasta. “Lembre quando o Derrite mudou mais de 30, 34 coronéis. Não tem polêmica nenhuma, e eu falo com o Derrite todo dia. O meu espírito é mais de conciliar. Nossos inimigos são os bandidos”, prosseguiu Nico.
As exonerações, antecipadas pela Folha na quarta-feira (4), fazem parte de um processo de meses de desgaste entre Tarcísio e Derrite. O governador deu carta-branca para Henguel, empossado na segunda, fazer as mudanças.
Deputado eleito, Derrite deixou o comando da SSP no final de 2025 para voltar ao Congresso e focar em sua campanha ao Senado pelo PP.
O gesto trouxe alívio para o governador, que se incomodava com uso da secretaria por parte de Derrite para pavimentar sua campanha política.
Por outro lado, Derrite vinha se queixando da falta de investimento na área de segurança, uma das principais promessas de campanha de Tarcísio.
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