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Católica devota, deu nome de santo a todos os seis filhos – 24/01/2026 – Cotidiano


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Os seis filhos de Claudete Dias de Paula ganharam nomes compostos. O primeiro de todos eles começa com a letra V, uma tradição familiar, e o segundo faz referência a um santo católico, tamanha era sua fé.

Assim vieram Vantuir José (que já morreu), Viviane Fátima, Valéria Aparecida, Vladimir Cláudio, Valdeir Antônio e Valdinéia Maria.

Nascida na zona rural de Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo, Claudete veio de família simples e estudou até a antiga quarta série (atual quinto ano do ensino fundamental). Confeccionava bonecas com sabugo de milho e ajudava os pais nos afazeres domésticos.

Também gostava de acompanhar o bate-bola num campo de futebol situado ao lado da igreja que frequentava. Ali conheceu o marido, José de Paula, com quem se casou em 1971 antes mesmo de completar 18 anos.

Não demoraria para o casal se mudar para a cidade e tivesse o primeiro filho, Vantuir José.

Claudete nunca reclamou de trabalhar. Aprendeu a tricotar com a mãe, ainda na infância, e quando adulta abriu a Claudiolã, loja de materiais de costura, onde oferecia aulas de crochê, além de lembrancinhas de nascimento e casamento.

Cozinheira de mão cheia, tinha ampla clientela, graças aos bolos de milho e pamonhas que só ela sabia fazer.

Também adorava dirigir e chegou a comprar uma van para transportar alunos de um colégio da cidade.

Em certa ocasião, seu marido usou o veículo para fretar uma excursão. Quando parou em um posto de estrada, disse à pessoa do caixa que era dono da Claudeotur, nome que inventou ali mesmo para tentar desconto, a exemplo do que ocorre com motoristas de linhas de ônibus.

Deu tudo errado, mas o caso é até hoje motivo de piada na família.

Muito religiosa, Claudete fez da doutrina católica também uma missão de vida.

Foi fundamental para a fundação da paróquia Nossa Senhora Aparecida, em sua cidade natal, contribuindo voluntariamente com ações para o levantamento de recursos, como quermesses.

Integrava também o cântico da igreja, que frequentava pontualmente toda semana. Foram raras as vezes em que não pôde ir até as celebrações.

Segundo o neto, Fernando Luís de Paula Terezan, não era costume de sua avó demonstrar amor com beijos, abraços e elogios. Ela sempre prezou o respeito, honestidade e integridade.

Claudete Dias de Paula morreu em 1º de janeiro, na mesma cidade onde nasceu. Deixou cinco filhos e seis netos, além de uma legião de católicos com quem conviveu.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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