O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que os gastos com a segurança dos ministros são necessários para assegurar a proteção dos magistrados da Corte diante de ameaças, como os atos de 8 de Janeiro e a tentativa de explosão da sede da Corte.
A nota divulgada pelo STF na manhã desta sexta-feira (23/1) ocorre após o Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, revelar que o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito do caso Banco Master, passou 168 dias no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), desde dezembro de 2022.
A descrição dessas diárias pagas podem ser consultadas no site do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, de São Paulo. Embora Ribeirão Claro fique no Paraná, o TRT-2 costuma enviar equipes de segurança para escoltar Toffoli quando ele está no Tayayá.
O resort é ligado a irmãos do ministro, que foram sócios do empreendimento de dezembro de 2020 a fevereiro do ano passado, após terem adquirido cotas.
A Reag, investigada no STF por conta da fraude do Master, utilizou um de seus fundos para comprar a participação dos irmãos do ministro no empreendimento.
“Planos contra autoridades”
O STF alega que os ministros “são alvos recorrentes de ameaças, materializadas por e-mails, publicações em redes sociais, tentativas de invasão das dependências do tribunal e outras ações criminosas”.
“Fatos como os atos de 8 de janeiro de 2023, o atentado a bomba ocorrido em 13 de novembro de 2024 e investigações da Polícia Federal que apuram planos concretos contra autoridades evidenciam esse cenário”, escreveu o STF, em nota.

