O Partido dos Trabalhadores (PT) acionou a Justiça, nesta segunda-feira (5/1), contra o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), após o parlamentar associar a sigla ao narcotráfico na Venezuela, em vídeos publicados nas redes sociais no último sábado (3/1), em meio à invasão dos Estados Unidos àquele país.
Na ação que tramita na 2ª Vara Cível de Brasília, o PT afirma que “o conteúdo integra campanha virtual de desinformação, explorando tragédia de ampla comoção social para difundir narrativa sabidamente falsa e difamatória, sem qualquer lastro fático ou jurídico, e teve ampla circulação e elevado engajamento”.
A sigla alega ainda que “a conduta é reiterada, ocorre de forma concertada nas redes sociais e ganha gravidade adicional por se dar em contexto pré-eleitoral, com alto potencial de afetar o debate público”.
Em um dos vídeos divulgados por Bilynskyj, ele mostra fotos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente venezuelano Nicolás Maduro, “que foi preso por tráfico, que financiou o PT”. Ele também faz outras associações ao narcotráfico internacional e ao partido de Lula. Veja:
A sigla ainda pede reparação em relação aos danos causados à imagem do partido, devido ao alto compartilhamento nas redes sociais. O vídeo de Bilynskyj, que tem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, foi republicado quase 10 mil vezes só na rede social desde que foi publicado no último sábado.
“O vídeo foi amplamente difundido no Instagram, rede social marcada por elevado alcance e forte potencial de engajamento, especialmente quando utilizada por figuras públicas. A publicação alcançou expressivo número de visualizações, comentários e compartilhamentos, ampliando significativamente o dano causado”, alega a defesa do partido.
Em nota enviada ao Metrópoles, o deputado afirma que “o Partido dos Trabalhadores (PT) volta a tentar censurar a oposição ao entrar com ação na Justiça contra o deputado federal Paulo Bilynskyj por um vídeo em que ele critica o partido e o presidente Lula em relação à narcoditadura presa”.
Ele ainda acrescenta que “o envio de dinheiro venezuelano para o Brasil foi publicamente divulgado por autoridades norte-americanas, como Marshall Billingslea, ex-secretário adjunto sobre Financiamento do Terrorismo do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos”.

